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Esperança para uma vida melhor Experiência em Recife – Brasil, área endêmica de filariose bancroftiana, mostrou que a criação pioneira de Clubes da Esperança pode contribuir, a baixo custo, como terapia coadjuvante importante na melhoria da qualidade de vida dos portadores de linfedema e de quilúria. Os pacientes compreendem os fundamentos básicos e os utilizam na prevenção dos episódios agudos bacterianos de pele (erisipelas) e na manutenção da urina sem o componente quiloso. Eles sentem que não estão sós e, através de ações especializadas e do trabalho em grupo, readquirem o potencial para o trabalho produtivo, realizando também mudanças substancialmente positivas dentro de suas comunidades, agindo, assim, como amplificadores do processo. Em 1999, foi introduzida, em reuniões extraordinárias, a informação sobre a filariose em outros países, como viviam os pacientes de acordo com a economia e a cultura local, enfatizando as limitações do atendimento médico em clínicas durante os episódios agudos. Os sócios do Clube da Esperança perceberam o contraste que existia entre viver com os avanços gerados pelo clube, como a auto-ajuda, por exemplo, e o de viver sem as condições de esperança, como ocorria com os pacientes dos outros países. Quando foi concluído o programa de informação da filariose mundial, lançou-se ao grupo um desafio quanto à sua disponibilidade de repassar a filosofia do Clube da Esperança para os pacientes de outros países. A adesão foi unânime e dessa decisão – em parceria com o Centers for Diseases Control and Prevention – CDC Atlanta – EUA – foram produzidos dois vídeos educativos – de 21 minutos para pacientes e de 48 minutos para agentes de saúde – tendo como atores principais os próprios sócios do clube. Aqui está disponível o vídeo de 21 minutos, onde as pessoas (pacientes e ajudantes) aprendem o manejo básico para ser praticado com o paciente portador de linfedema.
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