|
|||||||||
VERMES ADULTOS DE Wuchereria bancrofti Em 1877, Joseph Bancroft descobriu um verme ao examinar o fluido de um paciente com um abscesso no braço, uma complicação rara da doença bancroftiana . Enviou este material para o mais influente helmintologista médico, Stephen Cobbold, que o chamou de Filária bancrofti em uma nota para a revista Lancet. Em seguida, Bancroft detectou mais vermes em um paciente portador de hidrocele. No mesmo ano, Silva Lima e dos Santos publicaram seus relatos de suas descobertas de vermes adultos. Em 1880, Patrick Manson encontrou vermes adultos em tecidos removidos cirurgicamente. Foi somente em 1921 que o nome Wuchereria bancrofti foi aceito. O termo filaria é originário do vocabulário latino filum, que significa fio. O nome é alusivo à sua morfologia. A filária Wuchereria bancrofti é um nematelminto (nemato = filamento; helmintos = verme) de corpo longo e delgado, afilado nas extremidades, que vive exclusivamente em seres humanos. É um parasita heteroxeno, isto é, necessita de ao menos dois hospedeiros para completar seu ciclo: o mosquito e o homem. As filárias adultas (machos e fêmeas) se alojam no sistema linfático. Nos vasos linfáticos, são encontradas enroladas em movimentos contínuos, que podem ser visualizados pela ultra-sonografia e durante a cirurgia. Os vermes adultos de W. bancrofti vivem cerca de 4 a 6 anos, mas existem indícios na literatura relatando períodos tão longos quanto 40 anos. A fêmea mede entre 8 e 10 centímetros de comprimento por 0,3 milímetros de diâmetro. Já o macho é um pouco menor e mede entre 4 e 6 cm de comprimento por 0,1 mm de diâmetro. Ambos podem ser vistos facilmente a olho nu. Após o acasalamento, a fêmea produz milhões de microfilárias que circulam no sangue. Ciclo da Wuchereria bancrofti no mosquito. Ciclo da Wuchereria bancrofti no homem
|
|||||||||
Todos os direitos reservados |
|||||||||